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Melancolia

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Sinto falta de ler textos belos. Tenho saudade de ver fotos bonitas e alegres ou filmes que tragam esperança. Com temas tocantes, que fazem a gente suspirar e terminar a leitura com um sorriso. Como quando terminei ‘Cem a6-numa vielanos de Solidão’, ou quando leio Cecília Meireles. Vai ficando aquela sensação boa de que as coisas vão dar certo. Assistir ‘O lado bom da vida‘ também trouxe esse arzinho de felicidade besta. É isso. Felicidade besta o que eu tô precisando. Chá quentinho de abacaxi e hortelã, cheiro de bolo de fubá no forno, abrir a janela e ver o céu azul ou a chuva caindo bem fininha, molhar o pé de manjericão e plantar mudas novas, comer chocolate.

Aluna

Conservo-te o meu sorriso

para, quando me encontrares,

veres que ainda tenho uns ares

de aluna do paraíso…

Leva sempre a minha imagem

a submissa rebeldia

dos que estudam todo o dia

sem chegar à aprendizagem…

– e, de salas interiores,

por altíssimas janelas,

descobrem coisas mais belas,

rindo-se dos professores…

Gastarei meu tempo inteiro

nessa brincadeira triste;

mas na escola não existe

mais do que pena e tinteiro!

E toda a humana docência

para inventar-me um ofício

ou morre sem exercício

ou se perde na experiência…

(Cecília Meireles – Viagem e Vaga Música*)

40-castelo*descobri esse livro na livraria da UFV, ainda na graduação, e foi um dos poucos que comprei durante a graduação inteira (ainda estou me livrando dos xerox) porque comecei a folhear e me apaixonei perdidamente. Quase tatuei um trecho desse poema. A ideia ainda está aqui.

As duas fotos desse post eu tirei em Sintra, em Portugal, há dois anos. Eita lugar pra dar saudade nesses tempos de melancolia – essa viagem, inclusive, foi o motivo inicial do blog…

O dia mais-que-bom

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Hoje foi um dia assim, normal. Acordei, passei muita roupa e fui almoçar no shopping, uma barca linda de comida japonesa (tem como barca não ser de comida japonesa?) que ganhei num concurso cultural da Gendai. Depois ainda comprei meu novo notebook porque esse não é meu, é da fundação que financia minha pesquisa (paguei a vista porque a partir do mês que vem sou uma professora que ganha pouco e não quis fazer dívidas). No final ainda passei em frente ao restaurante japonês, para ir embora, e a mocinha que tinha me atendido chamou pelo meu nome, dizendo que havia esquecido de me dar um presente, uma porcelana da designer Rachel Hoshino. Tem como não amar o dia de hoje?

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#soqueriaescrever