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Dia das mulheres

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A luta é todo dia.

Por uma sociedade em que todas possam se vestir da maneira que quiserem, sem se preocupar com assédio ou estupro;

Por um mundo em que meninos sejam educados a respeitar, a não mexer, a não tocar em meninas, se elas não quiserem;

Pelo fim da violência contra a mulher.

LUGAR DA MULHER É ONDE ELA QUISER.

 

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Sobre a prostituição

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Essa entrevista do Jean Wyllys é muito amor. Concordo com tudo. Sou totalmente a favor da liberdade do corpo da mulher. Se o feminismo luta pelo direito ao aborto, DEVE lutar pelo direito de a mulher ser prostituta SE ELA QUISER. “Meu corpo, minhas regras”, não era esse o grito da Marcha das Vadias? Assim seja. Não dá pra ser a favor de um e contra o outro. Pelo menos na minha cabeça não dá.

No livro “Pagando por Sexo”, de Chester Brown (que eu comprei porque sou altamente influenciável quando o assunto é livro e me encantei com a coluna – sempre boa – da Eliane Brum sobre o lançamento da obra no Brasil), ele faz uma ressalva bastante importante sobre regulamentar X descriminalizar. No Brasil, o problema maior, como lembra o deputado, é que as casas de prostituição não são legais (e né, o Itatinga, maior bairro de prostituição do Brasil, é aqui em Campinas, mas enfim…), mas a prostituição em si não é crime. É claro que as prostitutas sem muitos recursos devem preferir a proteção de uma casa, mas a submissão a um cafetão violento certamente é terrível. O que Brown, enquanto conhecedor de prostitutas sugere, é que regulamentar não é a saída, pois, numa sociedade machista como a nossa (e não só a nossa, machismo é uma doença presente em todos os cantos do mundo) nem todas as profissionais iriam se “licenciar”, e continuariam a recorrer a atividades ilegais. “Com a descriminalização, todas as prostitutas poderiam contratar seguranças e recorrer a polícia. TODAS estariam mais seguras”. É, a lógica do autor é boa, mas quem aqui já viu prostituta ir a polícia por conta de violência ou, sei lá, um cliente que não pagou pelos serviços? Quando vão, viram chacota em jornaleco, sendo desrespeitadas pelos policiais.

Não sei se regularizar (carteira assinada?) é o caminho. O problema é muito mais profundo e precisa de muita discussão. Acho que o deputado está no caminho certo porque dialoga exatamente com as interessadas, sem fazer “lei de gabinete” (na História há a expressão “historiador de gabinete”: o cara que não sai da sua mesinha por nada do mundo e realiza suas pesquisas de lá de dentro, uso nesse sentido). O caminho é longo e, como ele mesmo disse, a bancada religiosa estará lá, firme e forte contra mais um projeto importante para a sociedade.