Arquivo da categoria: Portugal

Melancolia

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Sinto falta de ler textos belos. Tenho saudade de ver fotos bonitas e alegres ou filmes que tragam esperança. Com temas tocantes, que fazem a gente suspirar e terminar a leitura com um sorriso. Como quando terminei ‘Cem a6-numa vielanos de Solidão’, ou quando leio Cecília Meireles. Vai ficando aquela sensação boa de que as coisas vão dar certo. Assistir ‘O lado bom da vida‘ também trouxe esse arzinho de felicidade besta. É isso. Felicidade besta o que eu tô precisando. Chá quentinho de abacaxi e hortelã, cheiro de bolo de fubá no forno, abrir a janela e ver o céu azul ou a chuva caindo bem fininha, molhar o pé de manjericão e plantar mudas novas, comer chocolate.

Aluna

Conservo-te o meu sorriso

para, quando me encontrares,

veres que ainda tenho uns ares

de aluna do paraíso…

Leva sempre a minha imagem

a submissa rebeldia

dos que estudam todo o dia

sem chegar à aprendizagem…

– e, de salas interiores,

por altíssimas janelas,

descobrem coisas mais belas,

rindo-se dos professores…

Gastarei meu tempo inteiro

nessa brincadeira triste;

mas na escola não existe

mais do que pena e tinteiro!

E toda a humana docência

para inventar-me um ofício

ou morre sem exercício

ou se perde na experiência…

(Cecília Meireles – Viagem e Vaga Música*)

40-castelo*descobri esse livro na livraria da UFV, ainda na graduação, e foi um dos poucos que comprei durante a graduação inteira (ainda estou me livrando dos xerox) porque comecei a folhear e me apaixonei perdidamente. Quase tatuei um trecho desse poema. A ideia ainda está aqui.

As duas fotos desse post eu tirei em Sintra, em Portugal, há dois anos. Eita lugar pra dar saudade nesses tempos de melancolia – essa viagem, inclusive, foi o motivo inicial do blog…

Cem anos de solidão

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Um livro amarelado, edição de não sei quando, que traz consigo mais do que a linda história de Gabriel García Marquez. Comprado no Campo Pequeno, em Lisboa, em uma feira de rua por 5 euros. Lembro do velhinho que o vendia, falando do romance, “educadíssimo” – diria dona Ana, a portuguesa que alugava meu quarto. Eu trouxe 30 livros de Lisboa. Esse daqui é o do coração.

“Era tão premente a paixão restaurada que em mais de uma ocasião eles se olharam nos olhos quando se dispunham a comer e, sem dizerem nada, taparam os pratos e foram morrer de fome e de amor no quarto”.

Dos sushis em Lisboa

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Se me perguntarem o que eu mais comi em Portugal serei obrigada a dizer que foi sushi. Esclarecendo: se eu preciso comer fora, quando estou em algum arquivo ou biblioteca eu sempre escolho uma comida deles (o deles se resume a peixe): bacalhau, dourada, pica-pau (que é um peixe), etc. Mas quando eu saio de casa PARA almoçar, alterno entre os japoneses aqui perto ou vou com as meninas pra algum shopping que tenha aqueles restaurantes japoneses com as esteiras, em que a comida passa e nossos olhinhos brilham.

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sushi, meu amor!

Poxa, é muito barato! Pra almoçar A VONTADE nesses da esteira, é no máximo 10 euros… E aqui perto ainda tem a opção (aprovadíssima) de comprar uma caixinha cheia de sushis por 7,90.

O buffet (ai que palavra fina) dos chineses também tem sushi e é o mais barato aqui por perto (como exatamente TUDO dos chineses!), mas não é tão bom (como exatamente tudo... deixa pra lá).

Cheguei a conclusão que vou ter que aprender a fazer sushi quando voltar pra casa porque é muito amor e pouco dinheiro pra comer comida japonesa no Brasil… é a vida…

Das diferenças portuguesas

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Historinha real, que ocorreu antes de eu chegar, aqui mesmo neste apartamento.

No nosso acordo com a dona do ap, esta incluida uma limpeza semanal (ou algo parecido). Bem, a frequência não eh semanal e tambem divergimos sobre o conceito de limpeza. Nada que não dê pra levar, esse não eh um post #classemediasofre mas eh que, bom, vocês vão entender…

Eis que a colega anterior percebe que, pela terceira semana, o banheiro não estava limpo e quando a dona chegou pra limpar ela resolveu “ajudar” e começou a lavar a casa-de-banhos. E a dona surtou. Porque era um absurdo limpar a casa-de-banhos com AGUA daquela forma. Porque minha colega era louca…

Pois a colega (não sei porque) ja se mudou daqui. E como esse povo viveu ate hoje sem tanque na area de serviço, sem rodo e MEU DEUS DO CEU sem panela de pressão pra cozinhar um feijãozinho eu ainda não consegui descobrir…

Cascais

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Lugar-coisa-linda pertinho de Lisboa.

Cascais é região de praia (de água gelada, de vento gelado, tava frio, sacou?) mas é tão diferente das nossas praias e tão absurdamente bonito. E fui acompanhada de gente tão legal. Bom, foi um primeiro de maio perfeito.

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Boca do Inferno. Pra mim era mais um paraiso 🙂

(meu teclado esta, assim como eu, morrendo de saudade de casa e o acento agudo morreu. A letra T agora tambem esta acompanhada do ipsilon – assim tyyyyyyyyyyyyyyyyyyy – mas esse eu consigo arrumar! Dissertação com ipsilons e sem acento… quem nunca ne?)

Diálogos

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Diálogo com a portuguesa do cinema ontem.
Amiga e eu compramos um café e a atendente falou que, por mais um euro, tínhamos direito a escolher entre dois pacotes diferentes de balinhas.
– Hum, e quais são os sabores?
– Tem as de frutas e as de sabores loucos.
– E o que são esses sabores loucos?
– Ora, pois os sabores loucos são sabores, assim, loucos que não sei explicar e as de fruta, pronto, tem gosto de fruta.
– Bom, então me vê as de fruta… =/