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Eu aprendo o tempo todo. Todos os dias eu acordo com a certeza de que não sei nada, de que deveria ter lido aquele livro ou aquela matéria, assistido o filme que ganhou o último prêmio, mexido no artigo, preparado melhor aquela aula. Mas a vida segue com essas garantias de incompletude. Namorado tem a plena convicção de que a vida não tem sentido. Eu concordo com ele. Mas eu sempre digo que a gente tem que dar um sentido, mesmo que saibamos que ela não tem sentido nenhum mesmo. Se você acordar um dia com a certeza de que não há sentido, nem aquele que você vinha tentando dar, não sei se vai conseguir levantar…

Objetivos são meios de se dar sentido à vida. Aquela promoção na empresa, aquele concurso, aquela vaga. Eles não necessariamente envolvem dinheiro. Na minha vida muitas vezes não envolvem. Eu sou historiadora e professora. Sei que não terei muito dinheiro, não é isso que me faz levantar toda a manhã. Meu trabalho faz. Eu não ganho muito, mas eu gosto daquelas crianças e adolescentes. Saber que às vezes consigo fazê-las pensar além do que elas vêem na TV e no facebook, e além das apostilas da escola, me deixa genuinamente feliz. Apesar do cansaço, dos ônibus, da burocracia que é ser professora, o conhecimento parece ser o sentido que encontrei para minha vida.

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