Arquivo mensal: abril 2013

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Eu aprendo o tempo todo. Todos os dias eu acordo com a certeza de que não sei nada, de que deveria ter lido aquele livro ou aquela matéria, assistido o filme que ganhou o último prêmio, mexido no artigo, preparado melhor aquela aula. Mas a vida segue com essas garantias de incompletude. Namorado tem a plena convicção de que a vida não tem sentido. Eu concordo com ele. Mas eu sempre digo que a gente tem que dar um sentido, mesmo que saibamos que ela não tem sentido nenhum mesmo. Se você acordar um dia com a certeza de que não há sentido, nem aquele que você vinha tentando dar, não sei se vai conseguir levantar…

Objetivos são meios de se dar sentido à vida. Aquela promoção na empresa, aquele concurso, aquela vaga. Eles não necessariamente envolvem dinheiro. Na minha vida muitas vezes não envolvem. Eu sou historiadora e professora. Sei que não terei muito dinheiro, não é isso que me faz levantar toda a manhã. Meu trabalho faz. Eu não ganho muito, mas eu gosto daquelas crianças e adolescentes. Saber que às vezes consigo fazê-las pensar além do que elas vêem na TV e no facebook, e além das apostilas da escola, me deixa genuinamente feliz. Apesar do cansaço, dos ônibus, da burocracia que é ser professora, o conhecimento parece ser o sentido que encontrei para minha vida.

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Prova da pós Fflch – História

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Eu não sou lá uma boa pessoa para dar dicas sobre essa prova, afinal, eu não sei se passei ainda. Mas posso dizer como a prova é, pra dar uma ideia pro pessoal que, assim como eu, não conhece ninguém da USP e chega lá meio com a cara e a coragem.

Pra História Social (que é a única que eu sei):

1) Inscrição (apenas os dados, sem apresentação de documentos, sem projeto de pesquisa, R$ 50,00);

2) Prova de línguas: pro mestrado não vale espanhol. Pro doutorado vale. Assim, além da língua que já tiver certificada pelo mestrado, mais uma. Eu fiz francês. É corrida, apenas duas horas então nem tentei fazer a lápis! É uma tradução. Já comecei a caneta – eu vi gente entregando as provas atrasadas, inclusive com metade sem passar a caneta! Ah se eu sou o corretor…

3) Específica: não sei qual é a frequência com que eles mudam os textos. Esse ano foram 9 autores, uns o livro inteiro (Marc Bloch, Certeau, Ginzburg), outros apenas um artigo ou capítulo (Ulpiano, Thompson, Emilia Viotti). São três horas, pergunta básica que dá pra falar muita coisa… Tem de se preparar já relacionando os textos, pensando em como interligar as ideias.

Se não passar na de línguas, não corrige a metodológica ( 😦 ) E as provas valem por dois anos. Se eu passar na de línguas ou nas duas por exemplo, e a orientadora pretendida (que eu já escolhi na inscrição) não tiver vagas – o que é possível – eu não preciso refazer as provas pelos próximos dois anos (iupi!). Em caso de aprovação, tem um tempo pra enviar todos os documentos, inclusive o projeto e, por fim, entrevista com a chefa. Legal que as provas não tem nome ou seja, não rola favorecimento na correção para os alunos de dentro – o que é beem comum, como todo mundo que presta essas provas sabe.

É isso, se ajudar alguém, que ótimo! 😉

Ah, resultado sai no início do mês!