Passando frio (mas feliz) em Sintra

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Como cheguei na semana da Páscoa, o orientador já estava na chamada “férias de Páscoa”, que é um recesso de até duas semanas que as universidades (provavelmente colégios também, mas não tenho certeza) fazem. Ele estava em Sintra, e me convidou para um almoço por lá. Me explicou mais ou menos que, de onde eu estou morando, era só ir até a estação de Entre Campos e ir de trem até lá. Gostei da ideia, e resolvi ir mais cedo, com a intenção de já ir no Castelo dos Mouros (a foto do post abaixo) antes do almoço.

Graças à minha cara de turista desinformada (e ter a sorte de ter encontrado um funcionário simpático – o que, sinto dizer, não é comum) o rapaz da bilheteria me explicou que eu teria de trocar de trem para chegar a Sintra, mas isso não foi problema. Dica: não há catraca ou qualquer sistema que obrigue o usuário do transporte a passar o cartão nessa estação. Mas se você não passar, na SAÍDA da estação de Sintra tem! Ou seja, policial me pegando de lado e me tascando uma multa de mais de cem euros, se o cara da bilheteria não tivesse me avisado. Já pensou que lindo? Posso dizer que achei esse sistema meio burro? Posso.

Sintra estava mais frio que Lisboa (e saí de Lisboa com 11 graus). Acho que no verão já é frio! Definitivamente eu não estava preparada. Sentei numa cafeteria em frente a estação pra tentar me aquecer. Outra coisa que gosto daqui são os preços. Claro, se você o tempo todo ficar convertendo para o real, são bem parecidos (mentira: comida no mercado é beeem mais barato do que no Brasil. Só digo que chocolate aqui é 40 centavos de euro por exemplo, e isso não será bom para o meu peso), mas acho justíssimo pagar 1 euro num café numa cidade turística. Depois disso, resolvi ir subindo as vielas de Sintra, que tem muitos comércios, muitas lojas de presentes e vinhos. Foi nessa que achei um caminho pra ir até o Castelo dos Mouros a pé. Sou retardada? Sim e não, porque, apesar de uma baita subida, o trajeto é muito bonito e se você for sem peso e sem criança e tiver um pouquinho de disposição, eu recomendaria que fizesse o mesmo. Ah, confesso que quando fui subindo, talvez porque era muito cedo, fui ficando meio sozinha, no meio do mato, nada legal. Dai encontrei um estudante (cara de estudante, a gente se reconhece) de Barcelona e bem, se ele queria fazer o percurso sozinho, não conseguiu. Subi com ele e a outra parte boa é que ele tirou várias fotos pra mim #caradepau. A vista lá é incrível, as ruínas são interessantíssimas e paga-se 7,5 euros pra entrar. Eis que eram 12:10h e minha reunião/almoço estava marcada para 12:30h e eu ainda estava lá em cima. Quando avistei um ônibus, saí correndo para pegá-lo e entrei pela porta aberta. O motorista olhou para trás e falou, numa educação impressionante: “Get out of the bus!” Sim queridos, eu entrei pela porta errada e era óbvio que ele não podia simplesmente me explicar isso né? Enfim, desci (claro, antes que ele me batesse!) e procurei um táxi, porque a fila para o ônibus (siiim havia uma fila que eu vi depois) estava enorme.

O ônibus é assim: você paga 5 euros lá embaixo, no centro histórico, para subir e visitar o Castelo dos Mouros e o Palácio da Pena. Você tem direito a descer duas vezes e pegar de novo, acho… algo assim. Lá em cima, claro, paga-se as entradas: 7,50 o Castelo dos Mouros e 13,50 o Palácio da Pena. Deve ter um preço especial para os dois, mas tive que descer pro almoço e paguei os dois separados.

Depois do almoço MARAVILHOSO com o orientador (gente, só digo que comi o arroz de Tamboril e de sobremesa profiteroles HÁ) voltei lá pra cima pra conhecer o Palácio. Por fora achei mais bonito que por dentro, pode? Dentro achei a organização meio confusa, umas coisas do século XVIII, umas do XIX e uma tentativa de “verdade”… sei lá, não entendo de organização de museus… gostei mais de ver a restauração que está sendo feita, dentro e fora #historiadorafeelings A galera gostou: perguntavam se eram originais (ai a preocupação com o original), falavam que a decoração “parece com a casa da sua mãe, né benhê?” (juro, e eram brasileiros) e ficaram impressionados com a quantidade de salas que pertenciam a rainha. Também não gostei do guia, informações superficiais! Ai como sou chata, pqp.

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Por fim, desci e voltei pra estação. Bom que na volta, graças a simpatissíssima mocinha das informações turísticas (e sim, todo mundo do atendimento aos turistas são simpáticos mesmo, sem ironia), descobri que poderia pegar um trem direto.

Quando for, vá com um sapato confortável, uma blusa a mais e, sério, uns 70 euros entre almoçar, entrar nas atrações e comprar umas lembrancinhas. Eu comprei uns cartões postais e um presente pro namorado (vão no google ver o “tritão do palácio da pena”. É uma escultura incrível – lembrei porque tem a ver com o presente). Comi nesse restaurante porque foi sugestão do orientador, tem opções mais baratas. E tem mais muitos lugares pra ir. Daí sim, só com um dia pra ver tudo, talvez não valha a pena subir a pé, como fiz. Mas nada me impede de voltar lá de novo, (dessa vez mais agasalhada) e curtir o que não deu tempo dessa vez.

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  1. o seu #historiadorafeelings deve ser o meu #sociologafeelings quando penso: “mas não é bem assim” para tudo o que falam.
    um dia vou viajar para algum lugar x, passar alguns meses e escrever um blog sobre isso. Você lê daí? x)

    ps: eu aqui na Unicamp, as 22:00, morrendo de fome e lendo sobre o seu incrível almoço não foi uma experiência muito agradável, mas okay, você está em Portugal, eu perdoo.

    Beijos

    • hahaha claaro que eu vou ler!
      Pra te deixar conformada, nem tudo são flores na vida de Caroline em Portugal: hoje almocei arroz e ovo! 😛
      Próximo post será sobre a tourada de hoje. Só uma dica: não recomendo =/ (a tourada, o post eu recomendo sim!)
      bjo Nitaaa

  2. Acho que a senhorita tem publicado muito pouco! hahahahah….escreve mais que é legal ler suas coisas. Você não contou sobre o japa e o sushi difícil…hahaha

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