A viagem

Padrão

Apesar da ansiedade, da angústia e do pânico em que acordei na segunda-feira, cá estou em terras lusas. Num quartinho pequeno com banheiro (com uma daquelas duchas móveis e um box em que uma pessoa com 15 quilos ou 10 centímetros a mais não caberia) e morando com mais duas brasileiras, tendo ainda uma amiga no mesmo prédio. Já ter alguém aqui que alugou o quarto pra mim foi uma vantagem incrível. Não precisei fazer  reserva em hotel nenhum e vim de táxi, por 10 euros, direto do aeroporto.

Os aviões

Cheguei duas horas antes, conforme o pedido para viagens internacionais, mas meu trajeto era doméstico, tendo em vista o voo até o Rio de Janeiro pela TAM para depois sim, pegar pela TAP até Lisboa. Mas não teve problema, eu estava tão ansiosa que teria amanhecido em Viracopos se isso não fosse muito ridículo. Tudo tranquilo, despedidas, saber que só vejo meu namorado daqui dois meses ( 😦 ), o avião decolou exatamente às 19:00 e antes das 20:00 eu já estava no Rio. Um Rio chuvoso e abafado, onde eu tive certeza que minha mala saiu do avião embaixo de uma tempestade, sem proteção (o que pude confirmar quando cheguei aqui e vi minha toalha molhada). Troquei minha passagem TAM pela TAP, paguei R$ 4,90 num salgado (!!) e fui para o embarque internacional. Lá a fila era enorme, todas as línguas que eu conhecia e não conhecia eram faladas, conferiram meu passaporte e fiquei esperando o horário do voo.

A classe econômica da TAP é muito apertada. MUITO. Cheguei e já havia uma senhorinha portuguesa sentada na poltrona do corredor, com uma sacola de mudas de plantas que trazia para a cidade do Porto nos pés e sua bengala do lado. O aperto mais a senhorinha que não poderia se levantar do meu lado me fizeram pensar: vai ser uma loonga viagem. E foi. Achei o jantar bem ruim, mas gostei da aeromoça, bem simpática. O café da manhã, servido uma hora antes da “aterragem”, foi muito melhor do que o jantar.

A recepção em Lisboa 

E o que era a fila dos passaportes no aeroporto de Lisboa? Muito maior do que do Galeão. E eu lá, com minha pastinha de documentos (carta de moradia, carta da FAPESP, valores do Visa Travel) e o funcionário, vendo meu passaporte, perguntou onde eu ia e o que eu ia fazer. PRONTO. Carimbo no passaporte e eu estava liberada. Assim, sem nem mostrar tuudo o que eu tinha trazido pra provar que eu só queria estudar.

É a vida. To em Lisboa. E sabe a primavera que já tinha chegado, o calorzinho? Rá, pegadinha do Malandro! Vai fazer 10 graus aqui até amanhã e eu vou ter que comprar pelo menos um casaco e uma bota (não que isso seja um problema). Mas olha o que é praticamente meu vizinho

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s