Arquivo mensal: março 2012

Ansiedade é pouco

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o que eu sinto ainda não tem nome.

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Namorado que fica

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São quase 11 horas da noite do dia 25 de março. Só hoje meu namorado perguntou quando será a viagem. Desde que o financiamento do projeto foi aprovado, no dia 16 de janeiro, ele evitava falar nela. É claro que, devido à minha (pouca) ansiedade, o assunto sempre aparecia. Foi ele inclusive quem foi comigo ao banco transformar meus suados 2000 reais em 700 (!!) euros – falo disso depois. Parecia sempre que a viagem estava distante… e agora é daqui uma semana. Ele nem imagina o quanto eu vou sentir saudade dele. Esse lindo.

Pra descontrair

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E ontem, pra tentar dormir, re-re-reli O Analista de Bagé, do Veríssimo. E eu devo ser retardada, porque rio TODA vez.

“(…)

– E então tenho a consciência do vazio da existência, da desesperança inerente à condição humana. E isso me angustia.

– Pos vamos dar um jeito nisso agorita – diz o analista de Bagé, com uma baforada.

– O senhor vai curar toda a minha angústia?

– Não, vou mudar o mundo. Cortar o mal pela mandioca.

– Mudar o mundo?

– Dou uns telefonemas aí e mudo a condição humana.

– Mas… Isso é impossível!

– Ainda bem que tu reconhece, animal! 😀

(…)”

(Luís Fernando Veríssimo – trecho da Crônica “Outra do Analista de Bagé”)

e o frio na barriga

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E as passagens foram compradas e o meu coração parece que vai sair pela boca (clichê, mas né? realmente tenho essa sensação!). Morro de medo que algo dê errado, que eles me deportem, “mas senhor, eu vim pesquisar pra escrever sobre um personagem português!” “Já temos historiadores suficientes! Você quer é se mudar pra cá, pode voltar pro Brasil!” É, eu sou extremamente ansiosa e um mês antes da viagem já comecei a tomar um tal de Passiflora que, dizem, acalma e faz crescer e me faz dormir melhor.

O que sei é que em viagens de menos de três meses nós, brasileiros lindos (tá, acho que todo mundo, mas continuamos lindos), não precisamos de visto para a União Europeia e eu estou indo pesquisar por lá, com estágio aceito por um professor da Nova de Lisboa que vai me orientar pelos arquivos portugueses. Tenho projeto aprovado e bolsa de pesquisa, além de uma amiga linda que vai me acolher por lá. E também estou fazendo o tal seguro saúde. Enfim, não há como ter um problema, há?

Bom, tem uma conexão no Rio, e eu nuunca fiz uma conexão. Quer dizer, eu nunca fiz uma viagem internacional (Paraguai conta? Do lado de Ponta Porã pra fazer compras? Não, né?). Também é claro que nunca fiquei tanto tempo num avião e nunca precisei “pedir” pra entrar num país. Acho essas coisas estranhas. Isso de pedir pra entrar num país. Querendo conhecer o lugar, na verdade to dizendo “pô, vocês são legais, quero muito entrar!”, e sei que as pessoas não são lá muito simpáticas… Amiga que está por lá já ouviu várias grosserias. Simplesmente por não ser portuguesa. Mas é claro, tem muita gente boa, ela diz. Como a senhorinha que alugou o apartamento pra ela e vai alugar um quarto pra mim 🙂

É isso: passagem comprada, seguro (quase) feito, passaporte em mãos e esperando a carta da agência que financia as pesquisas desta doida que vos (alguém?) escreve.

e daí eu fiz um blog

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A ideia inicial é escrever sobre a viagem a Portugal e falar inclusive da preparação e do medo da minha primeira viagem across the universe através do Atlântico (igualzinho – ou nem tanto – aos portugueses…). Talvez este blog seja frequentemente atualizado, talvez minha timidez me impeça inclusive de divulgá-lo por ai. E talvez eu desista dele antes até de começar.

Por hoje eu só quero saber se meu analfabetismo digital dará conta de deixar esse trem minimamente atraente.